Se joga na bagunça!

| Posted in , , | Posted on 11.8.10

“Eu tô te explicando pra te confundir,
Eu tô te confundindo pra te esclarecer,
Tô iluminado pra poder cegar,
Tô ficando cego pra poder guiar” TOM ZÉ


Hoje vou aderir explicitamente a uma das práticas mais criticadas dos e pelos blogueiros: a auto-referência. Desculpem-me os críticos, mas to me permitindo.

Essa semana a Déa do Casa de Reboco escreveu sobre seu canto de trabalhos manuais e sobre seu apartamento. Tudo tão arrumado e lindo que dá até para sentir o perfume. Conheço a Déa há bastante tempo, moramos juntas durante quase todos os 5 anos de faculdade. Ela sempre foi super organizada, dedicada, caprichosa, perfeccionista. Tudo isso sem ser chata e respeitando o espaço e o jeito/estilo/idiossincrasias dos outros (bagunceiras como eu por exemplo).

Desde que entrei para esse difícil e sofrido mundo dos adultos (sofrendo mais do que o normal por ser a caçula, mimada e superprotegida) tento ser mais organizada. Juro que sofro com isso há muito tempo. Como virginiana, tenho às vezes surtos de arrumação que me fazem limpar o parafuso do lustre, mas raramente isso acontece. Minha irmã do meio, Fabiana, é conhecida como “senhora paninho”. A flanelinha laranja é sua companheira fiel. O ataque da “senhora paninho” é quase sempre iniciado nos interruptores. Ela também faz parte do time da Déa, das mulheres que funcionam e cumprem os cronogramas e planejamentos. Invejas a parte, com muita terapia estou aprendendo a me culpar menos pelo meu jeito meio bagunceiro e despojado (um bom eufemismo cai bem para a auto-estima) e tirar proveito da desarrumação.

Existem pessoas doentes, que deixam a bagunça e desordem mental atuarem na vida prática. Tem até uma síndrome que define uma dessas doenças: a Síndrome de Diógenes (clique para ver o vídeo, mas precisa ter um bom estômago). Mas graças a Deus não é o meu caso, nem o caso da minha mãe (D. Dinorá) e da minha irmã mais velha, Ivana. Nós três somos as bagunçadinhas da família, as que participam ativamente do Movimento de Movimentar as Coisas de seus Lugares (MMCL – acabei de inventar), as que adoram uma feira, pode ser hippie, de pulgas, da barganha, que morariam em armarinhos cobertas de botões, retalhos e retroses. A gente sabe exatamente quando a coisa sai do controle. E às vezes sai mesmo. O quartinho de costura da minha mãe é o oásis para que gosta de novidades e tecnologia de ponta para trabalhos manuais e o inferno para quem tem mania de organização. Um cara tipo o Monk nunca poderia entrar lá. Mas é um mundo. Um universo onírico e colorido.

Levando adiante esse momento SE PERMITA!, tirei umas fotos da minha bagunça, da minha coleção kitsch de suvenires de lugares que não visitei, da minha tentativa de deixar a minha desordem um tanto quanto charmosa. Minha fonte de inspiração e principalmente de consolo são imagens de lofts, casas e apartamentos de gente descolada que existe mundo afora. Meu marido e eu estamos a procura de uma casa e desejamos que nosso novo lar seja uma mistura de tudo o que a gente mais ama: nossa família, nossos amigos, discos e livros.












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Post: Mariana

Comments (4)

Oi, Mari.
Obrigada pelo comentário carinhoso. Mas se você visse a bagunça que estava fora do enquadramento... (rs)
Um beijo,
Déa.

Oi meninas!
Essa linha de loft, com tudo junto e integrado também é a minha grande paixão. Acumular objetos, livros e etc acho que é a grande mania de todas as pessoas que vivem algum tipo de arte, né?
Muito legal essas fotos!
Mudamos de escritório agora e fiquei inspirada em colocar umas fotos também. Essa troca de energias é muito boa, quando nos sentimos inspiradas no ambiente onde acabamos ficando a maior parte do dia, né?

OI Mari querida,
menina, adorei a sua bagunça! Acredita que eu também tenho inumeros potinhos cheios de canetas, tesouras, agulhas de tricô na minha escrivaninha que tem os mesmos pés que a sua? E eu que tenho também um poster do Neruda (da nossa viagem, né?) enquadrado, mas aqui no meu corredor...Também tenho altas crises com a minha desordem, mas não tem jeito, guardo muita coisa, nunca serei uma minimalista, ainda mais casada com quem estou...Fico muito feliz em saber que não sou a unica desse jeito e que temos mais coisas em comum... beijo enorme!

Mari...
É a primeira vez que visito o seu blog e amei.
Concordo com você. Bagunça mental é a pior delas.
Em relação as coisas materiais, uma coisa que aprendi com a vida é arrumar as coisas, se livrar do que não usa e abrir espaço para o novo.
Outra coisa....Cansei de ser certinha e arrumadinha. Baguncei o meu visual e sou, com certeza, muito mais feliz.
Bjs
Dri Carbonara

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